Ferreiro

O ferreiro, tão antigo como o próprio ferro, autêntico representante do trabalho na proto-história, aparece entre nós mais cedo que o serralheiro e o cuteleiro.

O pequeno estendal de ferramentas e outras peças para uso na lavoura e no lar, trabalhadas em ferro, é uma reminiscência dos antiquíssimos mercados, onde aparecia o ferro em barra. 

A técnica de trabalhar o ferro mantém-se segundo genuínos processos tradicionais recolhidos ao longo dos séculos. O ferro posto ao rubro na forja é, depois, malhado na bigorna com os martelos e torcido com as tenazes. Assim, moldavam-se autênticas obras-primas como gradeamentos para varandas, portais, cata-ventos, entre outros.  Contudo, o ferreiro não se limita, apenas, à consertagem, ao mero aguço dos picos, ao amolar das peças de corte, produzindo ferramentas não só para a lavoura mas, também, para montantes, pedreiros e mineiros. É por este motivo que o ferreiro trabalha para feiras e mercados há séculos. Igualmente, em ferro forjado se faziam dobradiças para mobiliário, batentes de portas e as ferragens para as arcas. Porém, convém salientar que mesmo com o desaparecimento de muitos produtos que deixaram de ser essenciais (ferraduras, potes, trempas, etc.), a introdução do ferro forjado, como elemento decorativo na construção civil, deu novo alento a muitos artesãos e mesmo ao aparecimento de novas oficinas especializadas. Infelizmente, hoje já não é tão vulgar encontrarem-se forjas ou ouvir-se o malhar no ferro.

 

Fonte:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Ferreiro

http://www.aoficina.pt/html/pagina_topicos.php?conteudo=1&pid=48&topic_id=4&subtopic_id=25

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