Agricultura

 

A agricultura tradicional é um tipo de agricultura praticada em minifúndio, ou seja, numa pequena propriedade. Em Gondar, a maior parte da população dedicava-se a esta actividade, pois a terra era fértil. No entanto, estas fabricam para consumo próprio, à excepção do vinho que quando em abundância era vendido a particulares ou então à cooperativa.

As famílias são geralmente muito numerosas, o que facilita o amanho da terra. Os pais contam com o auxílio dos filhos, especialmente dos mais velhos, e não necessitam de recorrer aos serviços de terceiros. No entanto, existe já um certo desinteresse por parte dos jovens em relação ao trabalho agrícola. Estes sentem necessidade de procurar melhores condições de vida e então muitos emigram com o objectivo de encontrar novas garantias de emprego.

A criação de gado é pouco frequente. As pessoas têm em regra, os animais que necessitam para o trabalho da terra e do campo, ou para fazer estrume ou ainda para deles tirarem outros proveitos. Além destes, criam-se galinhas, porcos, coelhos e ovelhas, animais estes, que se destinam quase sempre ao consumo da casa, salvo raras excepções.

Os recursos das pessoas são geralmente muito baixos, o que vem a reflectir-se em muitos aspectos, nomeadamente na alimentação e no vestuário.

A alimentação é precária e baseada somente nos produtos que a terra oferece. Cultivava-se de uma maneira geral, a batata, o feijão, o milho e o vinho, havendo outras culturas secundárias a que as pessoas chamavam “curiosidades”, sendo estas: as cebolas, as ervilhas, as favas, os tomates, os pepinos, as cenouras e os pimentos.

O vestuário também era muito adequado à mentalidade, actividade e possibilidades económicas das pessoas.

  

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